O que a SPFW nos ensina sobre consumo consciente

A última edição da semana de moda São Paulo reforçou que tendências continuam fazendo parte do calendário, mas nem tanto.

Durante os dias 27 a 31 de agosto, tive a oportunidade de acompanhar de pertinho a 44ª edição da São Paulo Fashion Week. Como de praxe, a semana de moda estava pronta para colocar em passarela as novidades para esta primavera e para o próximo verão.

O oversized, a monocromia, a silhueta nada marcada, a assimetria, o vermelho, os acessórios maxi, a make “cara lavada”. Tudo isso e mais apareceu como top trends para a próxima temporada e, em algumas várias marcas, no estilo see now buy now – imediatismo, sim!

Contudo, em uma conversa com o time da Glamour, descobri uma explicação para as minhas anotações: apesar de ter visto inúmeras tendências em potencial – seja em tecidos, cores ou estampas –, me pareceu lógico aceitar que a não-tendência está virando, de fato, uma tendência.

Consumo consiente na semana de moda:

A SPFW foi pioneira em não seguir à risca a divisão do calendário da moda em estações. E cada vez mais podemos ver desfiles atemporais, ou seja, roupas que se destinam tanto para o verão quanto para o inverno. Em outras palavras, desfiles com cara de coleção cruise. Gloria Coelho e Ratier foram exemplos claros disso. As paletas de cores completamente sóbrias e neutras (preto, branco e cinza) não eram “a cara do verão” à primeira vista, mas também não precisavam ser. O papel da atemporalidade não é banir as estampas e as cores intensas das passarelas, mas tornar prático o guarda-roupa dos clientes.

Desfile da Ratier. Verão 2018/SPFWN44

A proposta das coleções cruise apresentadas pelas grifes internacionais é justamente essa! Oferecer peças de meia-estação para os clientes, as quais podem ser usadas em qualquer época do ano, e alcançar clientela internacional também – já que no hemisfério norte as estações são opostas.

Dessa forma, a semana de moda acaba influenciando, sutilmente, o consumo consciente – o qual repudia, de certa forma, o consumismo acelerado. Se nas passarelas os designers apresentam roupas atemporais, significa que os clientes poderão usá-las por mais tempo, sem se preocupar em seguir tendências sazonais a todo custo. Desse modo, diminui-se o ritmo do consumo, e as pessoas começam a comprar menos.

Desfile Gloria Coelho. Verão 2018/SPFWN44

Como fazemos nossa parte:

A proposta da Prettynew não podia ser diferente. Ter um e-commerce que venda produtos semi-novos também é uma forma de aderir ao consumo consciente. Reciclar, no sentido figurativo da palavra, uma peça que estava sem uso é o nosso lead. Afinal, moda não é só tendência, né?

Da uma olhada no nosso site para encontrar algumas peças atemporais!

#PrettyTip: a september issue da Vogue Brasil está com uma matéria superlegal sobre slow fashion, movimento que aposta em produção de peças atemporais e artesanais. Dê uma lida pra ficar por dentro do assunto! Quem sabe você não adere também?

 

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Rachel Sabino

@rachelsabino_

rachelsabino.imprensa@gmail.com

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